Erros comuns na classificação e enquadramento tributário de empresas de tecnologia

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Erros comuns na classificação e enquadramento tributário de empresas de tecnologia

Analise os erros mais frequentes na classificação e enquadramento tributário de empresas de tecnologia e obtenha orientações valiosas para evitar problemas fiscais.

Erros comuns na classificação e enquadramento tributário de empresas de tecnologia
É possível garantir a conformidade com as obrigações fiscais e otimizar a carga tributária da empresa (Imagem de gpointstudio no Freepik).

O enquadramento tributário adequado é essencial para empresas de tecnologia, pois impacta diretamente suas obrigações fiscais e o retorno financeiro dos sócios. No entanto, muitas empresas cometem erros na classificação e escolha do regime, o que pode resultar em problemas fiscais e financeiros.

Neste artigo, destacaremos os erros mais frequentes na classificação e enquadramento tributário de empresas de tecnologia e forneceremos orientações para evitá-los.

[Artigo]: A contabilidade ajuda empresas de tecnologia a se adaptarem as mudanças fiscais

O que é enquadramento tributário?

O enquadramento tributário ou regime tributário é o conjunto de regras que determinam a forma como uma empresa recolhe seus impostos. Ele também estabelece as obrigações e declarações a serem entregues aos órgãos fiscalizadores, como Receita Federal, Receita Estadual, Prefeitura e Previdência.

A escolha correta do enquadramento é uma etapa crucial no processo de abertura de um CNPJ, pois sua opção é irretratável durante todo o ano corrente.

[Artigo]: Qual o melhor regime tributário para empresas de tecnologia?

Tipos de enquadramento tributário

No Brasil, existem três principais regimes: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. Cada um deles possui características específicas e é importante analisar diversos fatores para determinar qual é o mais adequado para empresas de tecnologia.

[Artigo]: 3 Vantagens da terceirização da Folha de pagamento para empresas de tecnologia

Simples Nacional

O Simples Nacional é o regime tributário mais popular no país, abrangendo cerca de 99% de todas as empresas.

Ele oferece vantagens para micro e pequenos empreendedores, como menos burocracia nas rotinas, alíquotas mais baixas e recolhimento em uma única guia, chamada de DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). No entanto, é necessário observar a correta classificação da empresa dentro dos anexos, que variam de acordo com a atividade realizada.

[Artigo]: Como calcular o Simples Nacional

Lucro Presumido

O regime de Lucro Presumido é amplamente utilizado por empresas que possuem uma margem de lucro mais elevada ou que se enquadram em atividades específicas que oferecem benefícios nesse regime tributário, como o ISS fixo, por exemplo.

No Lucro Presumido, as empresas precisam recolher guias separadas para cada um dos tributos que incidem sobre suas operações, como IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ICMS, IPI e ISS, dependendo das atividades exercidas.

O nome “Lucro Presumido” vem do fato de que o IRPJ e a CSLL são calculados com base em uma estimativa de lucro preestabelecida pela Receita Federal. Por exemplo, empresas do setor de comércio têm uma presunção de lucro de 8%, enquanto empresas de serviços podem ter uma presunção de 16% ou 32%, dependendo das atividades e do faturamento.

A carga tributária para empresas optantes pelo Lucro Presumido pode variar de acordo com a região, pois a alíquota do Imposto sobre Serviços (ISS) é definida pela prefeitura de cada cidade, podendo variar de 2% a 5%.

Empresas que têm impedimentos para aderir ao Simples Nacional ou que possuem um faturamento mais alto geralmente optam por esse regime.

[Artigo]: Como calcular o Lucro Presumido?

Lucro Real

O Lucro Real é considerado o regime tributário mais complexo e possui particularidades adicionais. Além do recolhimento individual de cada tributo, semelhante ao Lucro Presumido, o IRPJ e a CSLL são apurados com base no lucro contábil real da empresa. Isso significa que a contabilidade responsável pelo CNPJ deve realizar a apuração do lucro da empresa periodicamente, seguindo todas as adequações previstas na legislação, a fim de calcular esses valores.

Geralmente, apenas empresas que possuem obrigatoriedade de aderir ao Lucro Real optam por esse regime tributário, mas qualquer CNPJ pode aderir a ele.

Por isso, é importante considerar todas as opções ao abrir uma empresa ou realizar um planejamento anual para o seu negócio, buscando orientação especializada para determinar o regime mais adequado.

[Artigo]: Como calcular o Lucro Real?

Erros comuns na classificação e enquadramento tributário de empresas de tecnologia

A classificação e o enquadramento tributário das empresas de tecnologia podem apresentar desafios específicos devido à natureza do setor.

[Leia mais]: Como calcular o salário por dias trabalhados?

Incertezas sobre questões tributárias

Devido à constante evolução tecnológica e à falta de legislação específica para determinados aspectos do setor, pode haver dúvidas e incertezas em relação aos impostos e tributos aplicáveis. É fundamental buscar informações atualizadas e estar ciente das obrigações fiscais específicas para empresas de tecnologia.

[Artigo]: A complexidade fiscal no Brasil

Falta de suporte contábil especializado

As empresas de tecnologia têm necessidades contábeis específicas e requerem um suporte profissional que compreenda as nuances do setor.

Ter o auxílio de contabilidades especializadas em tecnologia, pode ajudar a evitar problemas com o fisco e garantir conformidade com as obrigações tributárias. Profissionais especialistas poderão auxiliar na correta classificação dos serviços prestados e produtos comercializados, bem como na identificação das alíquotas aplicáveis.

[Artigo]: Veja como funciona o processo administrativo fiscal

Dificuldades na identificação do regime tributário mais adequado

A escolha do regime tributário adequado para uma empresa de tecnologia pode ser desafiadora, uma vez que a natureza das atividades e os modelos de negócio podem variar amplamente.

É importante considerar questões como o faturamento, a margem de lucro, a possibilidade de enquadramento em regimes especiais (como o Simples Nacional) e as particularidades do setor tecnológico.

Um planejamento cuidadoso, com o auxílio de profissionais especializados, pode ajudar a evitar equívocos na escolha do regime tributário.

[Artigo]: Vantagens de ter holerites, salários e contratos de trabalho online para indústrias e grandes empresas

Desconhecimento de benefícios fiscais

No setor de tecnologia, existem benefícios fiscais específicos que podem ser aproveitados, como incentivos à pesquisa e desenvolvimento (P&D) e isenções tributárias para determinados tipos de produtos ou serviços.

É importante que as empresas estejam cientes dessas oportunidades e se informem sobre os requisitos e procedimentos necessários para usufruir desses benefícios.

[Artigo]: Saiba como funciona o aviso prévio

Falta de acompanhamento das mudanças legislativas

O ambiente regulatório e tributário para empresas de tecnologia está em constante evolução. Novas leis, regulamentos e interpretações fiscais podem surgir, impactando diretamente as obrigações e os encargos.

É fundamental manter-se atualizado sobre essas mudanças, acompanhar as atualizações normativas e buscar orientação especializada para garantir o cumprimento adequado das obrigações fiscais.

[Artigo]: Saiba fazer o cálculo do ponto de equilíbrio da sua empresa

Garantindo a conformidade fiscal

A fim de evitar erros na classificação e enquadramento tributário, bem como na gestão fiscal de empresas de tecnologia, é essencial buscar suporte contábil especializado, realizar um planejamento cuidadoso, estar ciente dos benefícios fiscais disponíveis e acompanhar de perto as mudanças legislativas.

Dessa forma, é possível garantir a conformidade com as obrigações fiscais e otimizar a carga tributária da empresa.

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